Conversa de bois: uma fábula de João Guimarães Rosa

Conversa de bois: uma fábula de João Guimarães Rosa

Este artigo apresenta o conto “Conversa de Bois” de João Guimaraes Rosa em uma perspectiva fabular. O conceito de fábula abarca um grande espectro de significações, que vai desde: resumo, intriga, conjunto, construção, até o conceito mais formalista, que lhe dá um sentido mais material.  No entanto,...

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Título da revista: Revista Scripta
Autor: Alexandre Veloso de Abreu
Palavras chave:
Idioma: Português
Ligação recurso: http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/P.2358-3428.2015v19n37p63
Tipo de recurso: Artigo de revista
Fonte: Revista Scripta; Vol 19, No 37 (Ano 2015).
DOI: http://dx.doi.org/10.5752/P.2358-3428.2015v19n37p63
Entidade editora: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Direitos de utilização: Reconocimiento - NoComercial - SinObraDerivada (by-nc-nd)
Matérias: Ciências Sociais e Humanidades --> Língua e Linguística
Ciências Sociais e Humanidades --> Literatura
Ciências Sociais e Humanidades --> Poesia
Resumo: Este artigo apresenta o conto “Conversa de Bois” de João Guimaraes Rosa em uma perspectiva fabular. O conceito de fábula abarca um grande espectro de significações, que vai desde: resumo, intriga, conjunto, construção, até o conceito mais formalista, que lhe dá um sentido mais material.  No entanto, imprimiu-se no gênero como característica principal, o cumprimento de uma ação e o uso do antropomorfismo (quando animais assumem características humanas). Na verdade, essa característica é que define o gênero fábula, pois as personagens principais são animais.  O termo fábula vem do latim, fari, que significa falar ou do grego, phao,significando contar algo.  A narrativa tem uma natureza simbólica e/ou alegórica, retratando uma situação vivida por animais, remetendo-se à situação humana, com o objetivo de transmitir certa moralidade.  Lembrando a estrutura proppiana entende-se que ao explorar a fábula, o autor mineiro recusa o estado efêmero do fazer literário, entendendo-o como constante e cíclico, um eterno exercício de reconhecimento. Não há como encerrar algo essencialmente inclinado a se perpetuar.  A obra literária se emancipa de seu tempo, contexto e espaço, seguindo como expressão autônoma que é. A conversa é de bois e os ouvintes são os humanos.  A literatura e o sertão são do mundo.