Nas veredas do chiste e do riso

Nas veredas do chiste e do riso

Este trabalho analisa trechos da obra Grande sertão: veredas (1956), de João Guimarães Rosa (1908-1967), buscando a interface entre a ficção rosiana e a perspectiva da comicidade. Para tanto, partiremos de um instrumental teórico sobre o cômico e o risível, a saber, Freud (1977) e Jolles (1976), alé...

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Journal Title: Tabuleiro de Letras
Author: JOÃO PAULO SANTOS SILVA
Palabras clave:
Language: Portuguese
Get full text: https://www.revistas.uneb.br/index.php/tabuleirodeletras/article/view/4586
Resource type: Journal Article
Source: Tabuleiro de Letras; Vol 12, No 1 (Year 2018).
Publisher: Universidade do Estado da Bahia
Usage rights: Reconocimiento (by)
Categories: Social Sciences/Humanities --> Linguistics
Social Sciences/Humanities --> Literature
Social Sciences/Humanities --> Literary Theory --AMP-- Criticism
Abstract: Este trabalho analisa trechos da obra Grande sertão: veredas (1956), de João Guimarães Rosa (1908-1967), buscando a interface entre a ficção rosiana e a perspectiva da comicidade. Para tanto, partiremos de um instrumental teórico sobre o cômico e o risível, a saber, Freud (1977) e Jolles (1976), além das discussões críticas de Galvão (1986), Nunes (2013), Utéza (1994) e Hansen (2000). As recriações linguísticas de Rosa, se interpretadas segundo a teoria psicanalítica de Freud (1977), podem ser vistas como algo de que se derivam prazer em momentos de tensão, suscitando um alívio, o que permite não só que leitor prossiga na leitura, como também que a narrativa, porque densa devido às tensões das batalhas dos jagunços, flua com momentos de distensão. No entanto, a sua função vai além disso: a relativização de valores e de comportamentos talvez seja o mais recorrente. Nesse caso, portanto, o cômico decorre de uma inversão da lógica cultural e contribui para a superação de preocupações metafísicas pelo riso.