Do Ponto de Interrogação ao Ponto de Encontro: Uma Experiência Grupal em Psicoeducação

Do Ponto de Interrogação ao Ponto de Encontro: Uma Experiência Grupal em Psicoeducação

Este artigo tem como objetivo apresentar e discutir um processo de grupo psicoeducativo para portadores de esquizofrenia atendidos no Programa de Esquizofrenia (Proesq) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em parceria com a ABRE – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de...

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Journal Title: Nova Perspectiva Sistêmica
Author: Jorge Assis
Palabras clave:
Language: Portuguese
Get full text: https://revistanps.com.br/nps/article/view/226
Resource type: Journal Article
Source: Nova Perspectiva Sistêmica; Vol 21, No 42 (Year 2012).
Publisher: Instituto Noos
Usage rights: Reconocimiento (by)
Categories: Social Sciences/Humanities --> Family Studies
Health Sciences, Social Sciences/Humanities --> Psychology, Clinical
Health Sciences, Social Sciences/Humanities --> Psychology, Social
Abstract: Este artigo tem como objetivo apresentar e discutir um processo de grupo psicoeducativo para portadores de esquizofrenia atendidos no Programa de Esquizofrenia (Proesq) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em parceria com a ABRE – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia.  O grupo se desenvolveu no contexto das ações de um projeto de pesquisa participativa denominado “Estratégias favorecedoras do empoderamento de portadores de esquizofrenia” e teve como norteador dos encontros a série de livretos “Conversando sobre a Esquizofrenia” com temáticas construídas a partir de histórias de personagens que têm esquizofrenia, abordando como vivenciam e se relacionam com a doença e o impacto dessa em suas vidas. Ao final dos 13 encontros semanais, os participantes avaliaram que o processo os possibilitou melhor convivência com a doença, uma postura mais reflexiva em relação ao tratamento e à vida, sentirem-se empoderados e a diminuição do isolamento e auto-estigma, bem como pensar na possibilidade de novos projetos. O espaço de interlocução dos coordenadores e supervisores do projeto teve o objetivo de os ajudar a refletir sobre o processo grupal, avaliar a prática e capacitar os portadores e profissionais participantes para multiplicar a prática em outros serviços da rede pública de saúde mental. A experiência relatada neste artigo foca os processos envolvidos na realização de um grupo inovador e as complexidades de se construir uma prática em co-participação entre usuários e profissionais de saúde mental.