O processo eleitoral do Comitê Olímpico Internacional (COI) chega ao fim nesta quinta-feira (20) com uma possível mudança histórica em seu comando. Kirsty Coventry, ex-nadadora do Zimbábue, é a única mulher entre os sete candidatos e pode se tornar a primeira mulher e a primeira africana a presidir a entidade
“Ainda temos muito trabalho a fazer, e estou animada em liderar a mudança pela igualdade de gênero. As mulheres estão prontas para liderar e espero que minhas filhas não enfrentem os mesmos limites que nós.”
Com sete medalhas olímpicas em seu currículo (dois ouros, quatro pratas e um bronze), Coventry é a atleta feminina mais vitoriosa da história das Olimpíadas africanas. Ela competiu em cinco edições olímpicas, começando aos 16 anos, em Sydney 2000, e conquistou seus dois ouros nas provas de 200m costas, em Atenas 2004 e Pequim 2008. Após se aposentar em 2016, Kirsty se destacou fora das piscinas.
Em 2013, foi eleita para a Comissão de Atletas do COI, onde presidiu a comissão por três anos, e desde 2018 ocupa o cargo de Ministra do Esporte do Zimbábue. Recentemente, se tornou membro do Conselho Executivo do COI.
Aos 41 anos, Coventry é mãe de duas meninas e defende o equilíbrio entre maternidade e carreira profissional. Ela vê sua candidatura como uma oportunidade de mostrar que as mulheres são tão capazes quanto os homens em todas as esferas da vida.
Com a candidatura de Coventry, o debate sobre realizar os Jogos Olímpicos na África ganhou força, com África do Sul e Egito mostrando interesse. Se eleita, ela será a segunda presidente mais jovem do COI, perdendo apenas para Pierre de Coubertin.