O West Ham United anunciou nesta terça-feira (21) a saída de Karren Brady da vice-presidência do clube, encerrando um ciclo de 16 anos à frente de decisões estratégicas dentro e fora de campo.
Brady chegou ao conselho em 2010, pouco depois da aquisição do clube pelos co-presidentes David Sullivan e David Gold. Ao longo de sua trajetória, foi peça-chave em uma das mudanças mais significativas da história recente dos Hammers: a saída do tradicional Upton Park para o London Stadium, em 2016.
A transição ampliou a capacidade do clube para cerca de 60 mil torcedores por partida, reposicionando o West Ham comercialmente no cenário inglês.
Em nota oficial, Brady destacou o sentimento de dever cumprido. “Foi um privilégio trabalhar ao lado da diretoria, jogadores, funcionários e torcedores. Vivemos momentos marcantes”, afirmou. Entre eles, a executiva citou a conquista da UEFA Europa Conference League em 2023, considerada o ponto alto de sua gestão.
Apesar dos avanços estruturais e comerciais, sua passagem também foi marcada por resistência de parte da torcida. A mudança de estádio, o aumento no preço dos ingressos e a percepção de que o clube poderia ter aproveitado melhor o sucesso recente em campo alimentaram críticas ao longo dos anos, tornando Brady uma figura polarizadora nas arquibancadas.
O anúncio da saída acontece em um momento delicado dentro das quatro linhas. O West Ham ocupa atualmente a 17ª colocação na Premier League e luta para se afastar da zona de rebaixamento, com margem mínima em relação aos concorrentes diretos.
O fim da era Karren Brady abre um novo capítulo nos bastidores do clube londrino, que busca estabilidade administrativa enquanto tenta reagir esportivamente na reta final da temporada






