O clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado no último domingo (12), segue rendendo desdobramentos fora de campo, e dos mais sérios. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) formalizou uma série de denúncias envolvendo o clube alvinegro, jogadores e membros da comissão técnica após os episódios registrados na partida válida pelo Campeonato Brasileiro.
A denúncia, assinada pelo procurador Caio Porto Ferreira, abrange diferentes ocorrências, que vão desde agressões e condutas antidesportivas até casos de racismo e falhas na organização do evento.
Um dos pontos mais graves envolve ofensas racistas contra o goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras. Segundo o relatório, o jogador foi alvo de insultos por parte de uma torcedora do Corinthians, sendo chamado de “macaco”.
O caso foi enquadrado no Artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de atos discriminatórios. Além da responsabilização individual, o clube também pode ser punido pela conduta de sua torcida.
Outro episódio que chamou atenção foi a presença de um drone que sobrevoou o estádio carregando uma pelúcia de porco, o que causou a paralisação do jogo. A infração foi enquadrada no Artigo 213, que prevê punições por falhas na prevenção de incidentes.
O STJD destacou ainda que o Corinthians é reincidente em casos semelhantes, citando episódios anteriores, como o arremesso de uma cabeça de porco ao gramado em 2024. Com isso, o tribunal indica a possibilidade de punições mais severas, como perda de mando de campo.
Quatro atletas do Corinthians foram denunciados individualmente:
- Matheuzinho: acusado de agressão após um soco no atacante Flaco López, pode pegar de 4 a 12 jogos de suspensão.
- Breno Bidon: responsabilizado por empurrão em Luighi, enquadrado por ato desleal, com pena de 1 a 3 partidas.
- Hugo Souza: denunciado por críticas à arbitragem, ao afirmar que o árbitro “apitou para uma equipe só”. A punição pode incluir multa e suspensão de até seis jogos, podendo ser maior pela gravidade da declaração.
- André: citado por gesto obsceno, classificado como conduta antidesportiva, com risco de gancho de até seis partidas.
Além deles, o preparador de goleiros Luiz Fernando dos Santos também foi denunciado por participação em tumulto, podendo ser suspenso por até 10 jogos






