Educando sensibilidades: publicização e debate no espaço universitário sobre o documentário “sem pena ”

Educando sensibilidades: publicização e debate no espaço universitário sobre o documentário “sem pena ”

Este artigo apresenta parte da pesquisa “Memórias silenciadas: análise das narrativas orais e fílmicas sobre justiça e cárcere no documentário ‘Sem Pena’”, enfatizando o processo paralelo ao estudo, que tem sido a tentativa de proporcionar a divulgação do filme e o debate entre os estudantes da Univ...

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Journal Title: Revista de Ciências Humanas da Universidade de Taubaté
First author: Marta Gouveia de Oliveira Rovai
Other Authors: Rafael Lima
Palabras clave:
Language: Portuguese
Get full text: https://www.rchunitau.com.br/index.php/rch/article/view/263
Resource type: Journal Article
Source: Revista de Ciências Humanas da Universidade de Taubaté; Vol 8, No 1 (Year 2015).
DOI:
Publisher: Universidade de Taubaté
Usage rights: Reconocimiento (by)
Categories: Social Sciences/Humanities --> Social Work
Abstract: Este artigo apresenta parte da pesquisa “Memórias silenciadas: análise das narrativas orais e fílmicas sobre justiça e cárcere no documentário ‘Sem Pena’”, enfatizando o processo paralelo ao estudo, que tem sido a tentativa de proporcionar a divulgação do filme e o debate entre os estudantes da Universidade Federal de Alfenas (MG), procurando “educar as sensibilidades” quanto às condições dos apenados no Brasil. Além de compreender o universo prisional e as noções de crime e justiça, por meio de narrativas orais de detentos e ex-presos, o documentário produzido pelo diretor Eugenio Gruppo, em 2014, também procura dar escuta a familiares, policiais e especialistas. No contexto da história do tempo presente, entendemos que as imagens fílmicas e discursos apresentados sejam reveladores da problemática histórica das prisões e da (in)justiça no Brasil, que tem no espaço da penitenciária apenas um dos icebergs da complexa realidade de oposições e contradições sociais. Assim, torna-se importante perceber o documentário como fonte histórica produzida em determinado contexto e também entender os discursos nele apresentados e organizados como construção de uma memória coletiva (a prisional, em especial) marcada pela ambiguidade perpetrador/vítima, e como parte da formação de identidade carcerária, procurando fazer-se visível frente à sociedade que, muitas vezes, tem ignorado o direito à defesa e à vida. Nesse sentido, entendemos que, mais do que uma pesquisa, o filme pode contribuir para a sensibilização da comunidade acadêmica, colaborando para romper preconceitos e mobilizar a Universidade em torno da exigência de políticas públicas mais efetivas sobre os direitos humanos.