Anastasia e pervivência em João Guimarães Rosa: vita brevis, ars longa

Anastasia e pervivência em João Guimarães Rosa: vita brevis, ars longa

Resumo: Este artigo parte de um pressuposto hipotético que jamais poderá se confirmar e menos ainda se infirmar, que jamais poderá se resolver ou se dissolver em toda sua plenitude, e por aí mesmo alcançará sua pervivência (na perspectiva do Fortleben benjaminiano) e imortalidade, por meio de múltip...

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Título de la revista: O Eixo e a Roda. Revista de Literatura Brasileira
Primer autor: Marcelo Marinho
Otros autores: David Silva
Palabras clave:
Idioma: Portugués
Enlace del documento: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/o_eixo_ea_roda/article/view/13411
Tipo de recurso: Documento de revista
Fuente: O Eixo e a Roda. Revista de Literatura Brasileira; Vol 28, No 1 (Año 2019).
DOI: http://dx.doi.org/10.17851/2358-9787.28.1.253-281
Entidad editora: Universidade Federal de Minas Gerais
Derechos de uso: Reconocimiento - NoComercial (by-nc)
Materias: Ciencias Sociales y Humanidades --> Literatura Romance
Resumen: Resumo: Este artigo parte de um pressuposto hipotético que jamais poderá se confirmar e menos ainda se infirmar, que jamais poderá se resolver ou se dissolver em toda sua plenitude, e por aí mesmo alcançará sua pervivência (na perspectiva do Fortleben benjaminiano) e imortalidade, por meio de múltiplas tentativas de interpretação-tradução. Trata-se de um koan protobiográfico legado por Guimarães Rosa a seus leitores, que abarca o conjunto de sua obra e alcança sua morte enigmática, previamente anunciada em vários de seus escritos e em múltiplas declarações sábia e parcimoniosamente lançadas ao vento por meio de eficazes passadores de vozes. Para explicitar os elementos desse koan, e com apoio no último e conclusivo verso lançado por Rosa (“as pessoas não morrem, ficam encantadas”), o conto “Conversa de bois” será percorrido em busca de eventuais pistas de convergência temática, que prenunciariam o desenredo de Grande sertão: veredas e a morte-ressurreição de Guimarães, ocorrida exatamente três dias após a posse na Academia Brasileira de Letras. Buscamos responder à seguinte questão, no que se refere à pervivência: o que se pode inferir das alterações incidentes entre a versão original do conto (constante em Sezão, 1937) e a efetivamente publicada em Sagarana (1946)?Palavras-chave: João Guimarães Rosa; “Conversa de bois”; pervivência; “autobiografia irracional”.Abstract: We lay upon a hypothetical assumption which could never be entirely solved neither denied, leading itself towards its own Fortleben (Walter Benjamin) and immortality, throughout multi-level layers of critical interpretation and translations. This is related to a proto-biographical koan, a Guimarães Rosa’s legacy to his readers, which covers his whole literary work and reaches his enigmatic death, previously announced within his writings and dissolved under multiple declarations blown into the wind through efficacious voice smugglers. Thus, the short story named “Conversa de Bois” will be crisscrossed in order to bring out some possible thematic convergent paths and clues. They would announce beforehand the final outcome of Grande sertão: veredas, as well as Rosa’s death-resurrection, precisely three days after his official entrance as a member into the Brazilian Academy of Literature. We aims to answer this question, related to Rosa’s planified Fortleben: what is possible to be inferred from the amendments introduced by the author into the different versions of Sagarana (1946)?Keywords: João Guimarães Rosa; “Conversa de bois”; Fortleben; “irrational autobiography”.