Metáfora animal:

Metáfora animal:

Em seu livro The open: man and animal, Giorgio Agamben argumenta que, embora a idéia do “humano” na sociedade ocidental tenha sido pensada, desde sempre, como uma misteriosa conjunção de um corpo natural e de um elemento sobrenatural, social ou divino, é preciso aprender a pensar o “humano” como o r...

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Título da revista: Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea
Autor: Ermelinda Ferreira
Idioma: Português
Ligação recurso: http://periodicos.unb.br/index.php/estudos/article/view/9082
Tipo de recurso: Artigo de revista
Fonte: Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea; No 26 (Ano 2005).
Entidade editora: Universidade de Brasília
Direitos de utilização: Reconocimiento - NoComercial (by-nc)
Matérias: Ciências Sociais e Humanidades --> Literatura Romance
Resumo: Em seu livro The open: man and animal, Giorgio Agamben argumenta que, embora a idéia do “humano” na sociedade ocidental tenha sido pensada, desde sempre, como uma misteriosa conjunção de um corpo natural e de um elemento sobrenatural, social ou divino, é preciso aprender a pensar o “humano” como o resultado de uma prática e de uma política intencional e deliberada de separação entre “humanidade” e “animalidade”. Baseando-nos nos conceitos deste crítico, e de outros como John Berger, W. J. T. Mitchell e Cary Wolfe, percorremos alguns textos de autores brasileiros, como Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Osman Lins, analisando como a metáfora animal é utilizada para representar o ser humano abjeto, em condições de sujeição, marginalização e degradação, o que não só revela o modo como o “humano” pode vir a se relacionar com os seus semelhantes em situações adversas, mas também o modo como esse relacionamento reproduz o preconceito atávico de sua superioridade sobre a natureza e os animais.