Manifesto da Filosofia Pau-Brasil: da Filosofia na Ágora à Filosofia de Agora. E de Volta para o ‘Futuro Passado’!

Manifesto da Filosofia Pau-Brasil: da Filosofia na Ágora à Filosofia de Agora. E de Volta para o ‘Futuro Passado’!

A filosofia institucionalizada no Brasil tem se limitado a fazer história da filosofia, em vez de praticar filosofia propriamente dita. Ela se restringe, atualmente, a abordar “problemas filosóficos” esquecendo-se de tratar, filosoficamente, os problemas. Nesse ensaio-manifesto, eu defendo que a fil...

Guardado en:
Título de la revista: Em Construção
Autor: André Mendonça
Idioma: Portugués
Enlace del documento: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/emconstrucao/article/view/28127
Tipo de recurso: Documento de revista
Fuente: Em Construção; No 1 (Año 2017).
DOI: http://dx.doi.org/10.12957/emconstrucao.2017.28127
Entidad editora: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Derechos de uso: Reconocimiento - NoComercial (by-nc)
Materias: Ciencias Sociales y Humanidades --> Historia y Filosofía de la Ciencia
Ciencias Sociales y Humanidades --> Humanidades
Ciencias Sociales y Humanidades --> Filosofía
Resumen: A filosofia institucionalizada no Brasil tem se limitado a fazer história da filosofia, em vez de praticar filosofia propriamente dita. Ela se restringe, atualmente, a abordar “problemas filosóficos” esquecendo-se de tratar, filosoficamente, os problemas. Nesse ensaio-manifesto, eu defendo que a filosofia de hoje, afinada com as novas manifestações de rua e com os movimentos de ‘ocupação’ que ocorrem em várias partes do mundo em reação ao avanço das políticas neoliberais, possa voltar a se inspirar na filosofia praticada por Sócrates na ágora grega. Lançando mão de uma geografia da história da filosofia – indo da ágora ao agora –, eu discorro sobre o modo como o local e o tempo nos quais a filosofia é realizada condicionam tanto seu ‘conteúdo’ quanto a sua ‘forma’. Com efeito, eu mostro que, enquanto na ágora a filosofia era ‘paratodos’, a partir da Idade Média ela passa a ser para alguns “escolhidos” que viviam nos mosteiros e abadias; com o advento da modernidade, a filosofia começa a se tornar, paulatinamente, um conhecimento para experts – processo esse que se exacerbou nos departamentos atuais completamente apartados do ‘mundo real’, em que imperam aquilo que cunhei de CIA (Comentarismo Internalista de Autores) e MUDE (o Modelo Uspiano Deu Errado). Meu manifesto é em prol de uma filosofia original (brasileira), aplicada a problemas concretos, híbrida (nem ‘disciplinarizada’ nem ‘especializada’), ocupada (presente nas ruas e praças públicas), transformadora e revolucionária.