STJ E NEXO CAUSAL NA RESPONSABILIDADE CIVIL

STJ E NEXO CAUSAL NA RESPONSABILIDADE CIVIL

As consequências jurídicas do derramamento de óleo ocorrido no porto de Paranaguá - PR, Brasil, decorrente de uma explosão em um navio ocorrida em 2004, são analisadas neste artigo. Houve poluição de espaços vizinhos ao porto, ocasionando a interdição temporária da pesca. O navio carregava óleo e me...

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Título de la revista: Veredas do Direito: Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável
Autor: Paulo Affonso Leme Machado
Palabras clave traducidas:
Idioma: Inglés
Portugués
Enlace del documento: http://www.domhelder.edu.br/revista/index.php/veredas/article/view/1224
Tipo de recurso: Documento de revista
Fuente: Veredas do Direito: Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável; Vol 15, No 31 (Año 2018).
DOI:
Entidad editora: Escola Superior Dom Helder Câmara
Derechos de uso: Reconocimiento (by)
Materias: Ciencias Sociales y Humanidades --> Legislación
Resumen: As consequências jurídicas do derramamento de óleo ocorrido no porto de Paranaguá - PR, Brasil, decorrente de uma explosão em um navio ocorrida em 2004, são analisadas neste artigo. Houve poluição de espaços vizinhos ao porto, ocasionando a interdição temporária da pesca. O navio carregava óleo e metanol. Não houve a entrega do metanol às empresas compradoras. O trabalho versa sobre o nexo causal na responsabilidade civil ambiental. Muitos pescadores recorreram das decisões judiciais, ocorrendo o que se chama de “recursos repetitivos”. O julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça ocorreu em  2017. Como objetivos do artigo examinam-se duas teses de direito: não tendo havido tradição do metanol para as empresas compradoras, as mesmas não são responsáveis; a outra tese defende que todas as empresas são responsáveis, bastando o simples risco da atividade desenvolvida. Utilizou-se a metodologia comparativa da jurisprudência, legislação e doutrina. Como conclusão aponta-se ter o STJ julgado que a aplicação da responsabilidade objetiva ambiental implica na observância da teoria do risco integral, exigindo-se o nexo de causalidade entre a ação e o dano advindo.  As empresas compradoras do metanol foram consideradas não responsáveis pelos danos ocorridos.